Cortar o cabelo pode ser arriscado, principalmente se o profissional que irá executar o corte não for competente.

Por Daniela Carvalho
danielacpf@hotmail.com



(Esse artigo eu escrevo por experiência própria e não muito agradável)

Nas minhas andanças em salões de beleza eu já passei por coisas bem desagradáveis: tinturas que não deram certo, mechas que desbotaram, sobrancelhas com falhas e etc. e tal. Mas devo dizer que a pior de todas elas foi um corte de cabelo que não deu certo.

Vamos ao fato: eu pedi um corte moderno, repicado atrás, tirando uns quatro dedos no comprimento e sabem o que aconteceu?! A cabeleireira me deixou igual a um menininho, com o cabelo estilo “Joãozinho”. Foi péssimo, o meu amor-próprio foi lá pra baixo, fiquei meses sem querer sair de casa e até hoje morro de medo de cortar o cabelo, acho que os psicólogos chamariam isso de trauma.

Diante dessa minha experiência eu fico imaginando quantas mulheres também já passaram por isso. Creio que não estou sozinha nesse rol de traumatizadas.

Cortar um cabelo é um ato que exige seriedade e sensibilidade por parte dos cabeleireiros, isso sem falar na técnica. Nessa hora tudo deve ser analisado: o formato do rosto, a praticidade do corte e os hábitos da cliente. Com esses dados em mãos o profissional deve decidir o que ficará bom ou não. Ele precisa respeitar também o comprimento que a mulher deseja, tem profissional por aí que deve ter faltado às aulas de matemática e não compreende bem as noções de centímetros.

Preste bastante atenção quanto a isso, se possível prefira cortar os fios quando eles estiverem secos, assim você poderá ver o tamanho real que o seu cabelo ficará. Quando eles estão molhados ficam um pouco maiores, mas lembre-se, ninguém vive eternamente de cabelos molhados.

Antes de se entregar a tesoura converse com o seu cabeleireiro, faça dele o seu analista. Se estiver insegura é melhor não cortar radicalmente, dê só uma aparadinha básica. Isso evitará aborrecimentos e traumas.